terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Doença e Mediunidade

MOTIVAÇÃO MOTIVAÇÃO MOTIVAÇÃO -Tema da Vitoria

ADMINISTRAÇÃO DE REGIMES PRÓPRIOS DE PREVIDÊNCIA SOCIAL (RPPS) NOS MUNICÍPIOS BRASILEIROS.



Este foi o tema do trabalho de conclusão do curso MBA – ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA E GERÊNCIA DE CIDADES (FACINTER-UNINTER), o qual apresentei ontem a noite (30.01.2012). O trabalho foi aprovado e ficou com nota 9,3.
Posso dizer que encerrei a especialização muito feliz. Foi um estudo muito gratificante, dentro de minha área de trabalho. Muito do que aprendi nas aulas já venho usando no dia a dia.
Recomendo o curso a todos, que assim como eu, são apaixonados pelo SERVIÇO PÚBLICO.


Deixo aqui cópia de alguns slides que utilizei para apresentação do meu TCC, que também foi elaborado dentro de uma área que eu amo demais trabalhar.


DIFICULDADES NA GESTÃO DOS RPPS
Falta de cultura previdenciária do servidor em relação ao RPPS;
Desinteresse do Agente Político por desconhecer o tema;
Amadorismo na Gestão do Sistema Previdenciário;
Prática de nomeação de gestores dos RPPS sob critérios políticos
em detrimento de critérios técnicos profissionais ;
Desinformação da sociedade sobre a importância dos RPPS e
seus efeitos redutores no cenário econômico e fiscal do Ente 
Federativo;
Existe entendimento generalizado da população de que
PREVIDÊNCIA trata-se apenas do INSS – Instituto Nacional de 
Seguridade Social (Regime Geral de Previdência).

SOLUÇÕES NA GESTÃO DOS RPPS
Plano de benefícios previdenciários que contemple apenas os
benefícios constitucionais de aposentadoria e pensão por morte;
Salário maternidade e salário família, auxílio doença e auxílio
reclusão, mantidos e custeados pelo orçamento do Ente
Federativo, sem o caráter contributivo;
Aplicações financeiras dos ativos, investidos além da
conformidade com a Legislação Federal, também de acordo com o
perfil do Regime e com o momento econômico mundial;
Avaliação atuarial utilizando informações biométricas,
demográficas e econômicas, de acordo com as características do
grupo;
Conselheiros com exigência de competência técnica, escolhidos
democraticamente com representatividade igual igualitária dos
segurados e do ente, com mandatos descoincidentes dos agentes
políticos;
Adoção de procedimentos pelos Entes Federativos e RPPS para
manter a BASE DE DADOS de todos os segurados, atualizada e
consistente;
Unidade Gestora Única instituída e gerida  sob as normas do
direito público, fazendo parte da Administração do Ente
Federativo;
Gestores definidos, exclusivamente por critérios técnicos com
reconhecida capacidade administrativa e conhecimento da
legislação de Previdência Social;
Capacitação permanente dos gestores;
Maior supervisão e controle pelos órgãos de controle interno e
externo, tentando coibir fraudes e atos de corrupção;
Reconhecimento social justo ao segurado, como seu direito na
exata medida do seu esforço contributivo e não como se fosse um
lucro gratuito;
O Órgão Normatizador (SPS- Secretaria de Previdência Social) e as
entidades representativas deverão buscar mecanismos de difusão
do conhecimento previdenciário, objetivando a formação de
GESTORES DE RPPS, levando o real significado dos RPPS à
sociedade em geral.
BIBLIOGRAFIA
Coleção Previdência Social, série Legislação; volume. 1,3ª. Edição. – 2009 (Elaborado por
Zanita de Marco, Marina Andrade Pires Sousa e Miriam Mendes de Assis.

drewlo, Fátima Inês Parcianello - Regime Próprio De Previdência Social – RPPS 
Monografia apresentada ao Curso de  Aperfeiçoamento, Área de Concentração: Gestão
Pública, do Instituto Cenecista de Ensino Superior de Santo Ângelo (IESA) Santo Ângelo (RS)
2007.

RABELO, Flávio Marcílio. Estudos. Regimes Próprios de previdência: Modelo
Organizacional, Legal e de Gestão de Investimentos. Previdência Social. Ministério da
Previdência e assistência Social, Vol.11, 2001.

Regimes próprios, aspectos relevantes – vol 2, 2008
Revista Previdência Nacional ano4 – Nº 16 (janeiro/fevereiro de 2011) ISSN 2178-0978
Revista Previdência Nacional ano 5 – Nº 17 (março/abril 2011) ISSN 2178-0978
 http://www.contabilizando.com – pesquisado em 15 de agosto de 2011.
www.mps.gov.br - pesquisado em 17 de setembro de 2011


domingo, 29 de janeiro de 2012

Seria um acaso? Talvez para os céticos...


Três alunos faltam curso de informática e escapam de desabamento.


Veja a impressionante história de três pessoas que deveriam estar lá, mas que escaparam da morte por pouco. 

Um pedido de carona não estava nos planos do Marcel. “Foi basicamente a carona dele e aí a vontade de chegar em casa logo que eu falei: ‘Está bom, vamos embora’”, comentou. 

Mário não esperava ter que levar a avó ao hospital justo naquele dia. “Se não fosse por isso, com certeza, eu teria ido ao curso”, diz. 

O cansaço venceu Luiz de uma forma que não acontecia havia tempo. “Eu estava muito cansado. Por isso, não fui à aula”, contou. 

Os três deveriam estar no Edifício Liberdade na quarta-feira (25), às 20h30. Mas alguma coisa na vida de cada um mudou o rumo deles naquela noite. Marcel, Mario e Luiz não trabalhavam no prédio, mas eram alunos do curso de informática ministrado três vezes por semana no sexto andar. Começava às 18h30 e ia até as 21h. 

Era um curso avançado em tecnologia da informação, para profissionais com um grande futuro. Quem dava as aulas era Omar Mussi, profissional respeitado na área. Na primeira fila, sentavam Marcelo Rebello e Yokania Bastone Mauro. Logo atrás sentavam-se Sabrina Prado, Priscilla Montezano e Bruno Gitahy Charles. Luis Leandro de Vasconcelos e Flávio Porrozzi completavam a turma naquela quarta-feira (25). Nenhum deles escapou. O lugar de Luiz, na primeira fileira, estava vazio. Assim como a última mesa, onde ficavam Mário e Marcel. 

Marcel foi chamado para uma reunião em uma universidade perto do Edifício Liberdade. Ele foi acertar os últimos detalhes do novo emprego como professor. “Possivelmente eu venho dar aula e eu vim definir o horário”, comentou. 

Da universidade, Marcel iria direto para o curso de informática. “Só que a reunião atrasou. Ainda dava tempo de ir ao curso, saindo às 20h eu conseguiria chegar e pegar uma hora do curso. Era muito próximo, eu conseguiria chegar tranquilamente”, disse. 

Mas os planos mudaram quando o novo chefe pediu uma carona. “Ele ficou até meio sem graça, porque eu vi que existia algum outro compromisso que eu não sabia qual era. Eu perguntei: ‘Marcel, não vai atrapalhar em nada a carona?’“, contou o chefe Serio Rocha. 

“Eu falei: ‘Está bom, dou a carona. Vamos’. Ainda vou mais cedo para casa ver se ainda dá tempo de pegar minha filha acordada. Fomos tranquilo. Deixei o Sérgio em casa”, acrescentou Marcel. 

Assim que Sérgio desceu, Marcel ligou o rádio. “Foi quando eu ouvi a primeira notícia sobre um desabamento no Centro da cidade. Falava sobre o prédio anexo ao Teatro Municipal. Eu sabia que era a área do prédio onde eu estaria, mas eu não pensei na coincidência de ser exatamente o mesmo prédio”, lembra. 

No caminho, Marcel resolveu checar os e-mails. Às 20h18, o professor Omar escreveu: “Vocês hoje não vieram ao curso e fiquei preocupado”. Isso foi 15 minutos antes de o prédio desabar. A mensagem do professor era para Marcel e Mario. 

Mario também faltou ao curso, mas tinha decidido isso mais cedo. “Por volta de 16h20, minha mãe me ligou para falar da minha avó, que ela estava meio febril e que seria bom a gente dar uma olhada, levar em hospital e ver o que poderia ser, porque como ela tem uma certa idade. A gente não costuma muito postergar esse tipo de coisa”, contou. 
Mario pegou um táxi e levou a avó ao hospital. Não era nada grave. Ela foi liberada no dia seguinte. 

“Acho que minha avó me salvou também. Não só ela como a história que eu tenho com ela. Se não fosse pela história, de repente eu não teria vindo. O cara lá de cima soprou no ouvido da minha avó e falou: ‘Ó, arruma um negócio aí para puxar teu neto para casa, porque não está na hora’”, se emociona Mario. 

Também não era a hora do Luiz. “Eu não estava lá, entendeu? Podia estar. As coisas acontecem na vida da gente e não tem muita explicação”, diz. Na quarta-feira (25), Luiz trabalhou o dia inteiro em casa. 

“Eu lembro que por volta de 17h40, mais ou menos, foi a hora que eu parei de trabalhar. Fui tomar banho e eu estava realmente muito cansado. Eu estava na dúvida: ‘Vou ou não vou?’. Queria muito ir, não queria perder a aula, porque o curso estava muito bom. Por outro lado, eu já estava praticamente dormindo e cochilando”, comentou. 

O cansaço venceu. Luiz dormiu até meia-noite. Foi só aí que ele descobriu o que tinha acontecido. Três horas antes, Marcel já havia chegado em casa. “Vim direto para a televisão para ver o que estava acontecendo, para tentar identificar o prédio que tinha caído”, disse. 

Era o prédio do curso que ele fazia. “A primeira pessoa que eu liguei, quando eu soube do prédio, foi o Sérgio”, afirma. 

“Eu notei que ele estava com a voz bastante emotiva e chorando. Ele me agradeceu: ‘Sérgio, obrigado’. Falei: ‘Marcel, não estou entendendo. Obrigado por quê?’. E aí ele me contou: ‘O prédio que eu iria agora acabou de cair, e sua carona salvou minha vida’”, contou Sérgio. 

“A gente vê umas tragédias, acha que consegue se colocar no lugar das pessoas, mas nessa, como passou raspando, eu conseguia de uma forma mais real me imaginar ali”, conta a mulher de Marcel, Flávia Teixeira. 

Não foi a primeira tragédia na família de Marcel. Há 45 anos, ele perdeu três parentes em outro desabamento no Rio. Por coincidência, também foram três prédios que caíram. 

“Isso foi em 1967. Foram meus avós e o meu tio por parte de pai. Eles estavam nesse desabamento. É muita coincidência, muito acaso. É nesse momento que a gente pensa. Eu pelo menos, penso que com certeza tem alguma coisa maior. A gente só tem a agradecer por estar aqui, não deixar minha família sozinha e continuar, continuar seguindo a vida”, diz, emocionado. 

Ainda mais que, semana passada, Marcel descobriu que o segundo filho está a caminho. Flávia está grávida de nove semanas. 

Na tarde de sábado (28), Marcel, Mário e Luiz se encontraram pela primeira vez depois do desastre. “Não sobrou nada”, constata Mário. 

Também foi a primeira vez que eles voltaram ao local do desabamento. “Eu me lembro de andar na calçada, entrar na portaria e pegar o elevador. Então, é mais chocante assim”, diz Luiz. “Ver o que podia ter acontecido com a gente. Foi muita sorte a gente ter faltado aquele dia”, comenta Marcel. 

Uma quarta pessoa também teve a sorte de faltar à aula naquele dia e sobreviveu. É uma funcionária da empresa TO, que fazia o curso. Ela não quis gravar entrevista. “Nós não ganhamos na Mega-Sena, mas na Mega-Sena da vida a gente ganhou”, afirma Mário. 





segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Para quem ainda quer assistir o BBB...


Eis o que exatamente penso sobre o BBB, escrito por Luiz Fernando Veríssimo).
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BIG BROTHER BRASIL (Luiz Fernando Veríssimo) Que me perdoem os ávidos telespectadores do Big Brother Brasil (BBB), produzido e organizado pela nossa distinta Rede Globo, mas conseguimos chegar ao fundo do poço...A  edição do BBB é uma síntese do que há de pior na TV brasileira. Chega a ser difícil,... encontrar as palavras adequadas para qualificar tamanho atentado à nossa modesta inteligência. Dizem que em Roma, um dos maiores impérios que o mundo conheceu, teve seu fim marcado pela depravação dos valores morais do seu povo, principalmente pela banalização do sexo. O BBB é a pura e suprema banalização do sexo. Impossível assistir, ver este programa ao lado dos filhos. Gays, lésbicas, heteros... todos, na mesma casa, a casa dos “heróis”, como são chamados por Pedro Bial. Não tenho nada contra gays, acho que cada um faz da vida o que quer, mas sou contra safadeza ao vivo na TV, seja entre homossexuais ou heterosexuais. O BBB é a realidade em busca do IBOPE... Veja como Pedro Bial tratou os participantes do BBB. Ele prometeu um “zoológico humano divertido” . Não sei se será divertido, mas parece bem variado na sua mistura de clichês e figuras típicas. Pergunto-me, por exemplo, como um jornalista, documentarista e escritor como Pedro Bial que, faça-se justiça, cobriu a Queda do Muro de Berlim, se submete a ser apresentador de um programa desse nível. Em um e-mail que recebi há pouco tempo, Bial escreve maravilhosamente bem sobre a perda do humorista Bussunda referindo-se à pena de se morrer tão cedo. Eu gostaria de perguntar, se ele não pensa que esse programa é a morte da cultura, de valores e princípios, da moral, da ética e da dignidade. Outro dia, durante o intervalo de uma programação da Globo, um outro repórter acéfalo do BBB disse que, para ganhar o prêmio de um milhão e meio de reais, um Big Brother tem um caminho árduo pela frente, chamando-os de heróis. Caminho árduo? Heróis? São esses nossos exemplos de heróis? Caminho árduo para mim é aquele percorrido por milhões de brasileiros: profissionais da saúde, professores da rede pública (aliás, todos os professores), carteiros, lixeiros e tantos outros trabalhadores incansáveis que, diariamente, passam horas exercendo suas funções com dedicação, competência e amor, quase sempre mal remunerados.. Heróis, são milhares de brasileiros que sequer têm um prato de comida por dia e um colchão decente para dormir e conseguem sobreviver a isso, todo santo dia. Heróis, são crianças e adultos que lutam contra doenças complicadíssimas porque não tiveram chance de ter uma vida mais saudável e digna. Heróis, são aqueles que, apesar de ganharem um salário mínimo, pagam suas contas, restando apenas dezesseis reais para alimentação, como mostrado em outra reportagem apresentada, meses atrás pela própria Rede Globo. O Big Brother Brasil não é um programa cultural, nem educativo, não acrescenta informações e conhecimentos intelectuais aos telespectadores, nem aos participantes, e não há qualquer outro estímulo como, por exemplo, o incentivo ao esporte, à música, à criatividade ou ao ensino de conceitos como valor, ética, trabalho e moral. E ai vem algum psicólogo de vanguarda e me diz que o BBB ajuda a "entender o comportamento humano". Ah, tenha dó!!! Veja o que está por de tra$$$$$$$$$$$$$$$$ do BBB: José Neumani da Rádio Jovem Pan, fez um cálculo de que se vinte e nove milhões de pessoas ligarem a cada paredão, com o custo da ligação a trinta centavos, a Rede Globo e a Telefônica arrecadam oito milhões e setecentos mil reais. Eu vou repetir: oito milhões e setecentos mil reais a cada paredão. Já imaginaram quanto poderia ser feito com essa quantia se fosse dedicada a programas de inclusão social: moradia, alimentação, ensino e saúde de muitos brasileiros? (Poderiam ser feitas mais de 520 casas populares; ou comprar mais de 5.000 computadores!) Essas palavras não são de revolta ou protesto, mas de vergonha e indignação, por ver tamanha aberração ter milhões de telespectadores. Em vez de assistir ao BBB, que tal ler um livro, um poema de Mário Quintana ou de Neruda ou qualquer outra coisa..., ir ao cinema..., estudar... , ouvir boa música..., cuidar das flores e jardins... , telefonar para um amigo... , visitar os avós... , pescar..., brincar com as crianças... , namorar... ou simplesmente dormir. Assistir ao BBB é ajudar a Globo a ganhar rios de dinheiro e destruir o que ainda resta dos valores sobre os quais foi construída nossa sociedade. -- - --
"Que Deus nos dê a sabedoria para descobrir o correto, à vontade para elegê-lo e a força para fazer que seja duradouro".

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Nova Esperança do Sul te espera para a Festa Romaria à Gruta Nossa Senhora de Fátima


Quinquagésima Primeira Festa Romaria à Gruta Nossa Senhora de Fátima

Será no domingo, dia 29 de janeiro de 2012, a quinquagésima primeira Festa Romaria à Gruta Nossa Senhora de Fátima, na localidade de Linha Um, Nova Esperança do Sul.
A Romaria a pé, inicia as 6 horas, em frente à Igreja Matriz (junto à Praça Central) e percorrerá aproximadamente 8 km.Vale lembrar que a imagem de Nossa Senhora de Fátima, em seu altar, é carregada pelos participantes durante todo o percurso.
Não costumo percorrer o trajeto a pé, mas acho muito emocionante a fé e a devoção dos romeiros.
Durante o dia festividades.
Vale a pena conferir, você irá encontrar imagens muito lindas, apesar da seca que castiga a região e o local.
Eis algumas imagens do local:


Vista aérea da Gruta

Escadaria de acesso à Gruta

Interior da Gruta

Cascata 1 - Véu de noiva

Chegada dos romeiros em dia de festa


ESQUIZOFRENIA E OUTROS TRANSTORNOS PSICÓTICOS


O que é?
Esquizofrenia é uma doença mental que se caracteriza por uma desorganização ampla dos processos mentais. É um quadro complexo apresentando sinais e sintomas na área do pensamento, percepção e emoções, causando marcados prejuízos ocupacionais, na vida de relações interpessoais e familiares.
Nesse quadro a pessoa perde o sentido de realidade ficando incapaz de distinguir a experiência real da imaginária. Essa doença se manifesta em crises agudas com sintomatologia intensa, intercaladas com períodos de remissão, quando há um abrandamento de sintomas, restando alguns deles em menor intensidade.
É uma doença do cérebro com manifestações psíquicas, que começa no final da adolescência ou início da idade adulta antes dos 40 anos. O curso desta doença é sempre crônico com marcada tendência à deterioração da personalidade do indivíduo.
Como se desenvolve?
Até hoje não se conhece nenhum fator específico causador da Esquizofrenia. Há, no entanto, evidências de que seria decorrente de uma combinação de fatores biológicos, genéticos e ambientais que contribuiriam em diferentes graus para o aparecimento e desenvolvimento da doença. Sabe-se que filhos de indivíduos esquizofrênicos têm uma chance de aproximadamente 10% de desenvolver a doença, enquanto na população geral o risco de desenvolver a doença é de aproximadamente 1%.
O que se sente?
Os quadros de esquizofrenia podem variar de paciente para paciente, sendo uma combinação em diferentes graus dos sintomas abaixo: 
 
Delírios:
o indivíduo crê em idéias falsas, irracionais ou sem lógica. Em geral são temas de perseguição, grandeza ou místicos
Alucinações:
O paciente percebe estímulos que em realidade não existem, como ouvir vozes ou pensamentos, enxergar pessoas ou vultos, podendo ser bastante assustador para o paciente
Discurso e pensamento desorganizado:
O paciente esquizofrênico fala de maneira ilógica e desconexa , demonstrando uma incapacidade de organizar o pensamento em uma seqüência lógica
Expressão das emoções:
O paciente esquizofrênico tem um "afeto inadequado ou embotado", ou seja, uma dificuldade de demonstrar a emoção que está sentindo. Não consegue demonstrar se está alegre ou triste, por exemplo, tendo dificuldade de modular o afeto de acordo com o contexto, mostrando-se indiferente a diversas situações do cotidiano
Alterações de comportamento:
Os pacientes podem ser impulsivos, agitados ou retraídos, muitas vezes apresentando risco de suicídio ou agressão, além de exposição moral, como por exemplo falar sozinho em voz alta ou andar sem roupa em público.
Como o médico faz o diagnóstico?
Para fazer o diagnóstico , o médico realiza uma entrevista com o paciente e sua família visando obter uma história de sua vida e de seus sintomas o mais detalhada possível. Até o presente momento não existem marcadores biológicos próprios dessa doença nem exames complementares específicos, embora existam evidências de alterações da anatomia cerebral demonstráveis em exames de neuro-imagem e de metabolismo cerebral sofisticados como a tomografia computadorizada, a ressonância magnética, entre outros.
Além de fazer o diagnóstico, o médico deve tentar identificar qual é o subtipo clínico que o paciente apresenta. Essa diferenciação se baseia nos sintomas que predominam em cada pessoa e na evolução da doença que é variada conforme o subtipo específico. Os principais subtipos são: 
 
paranóide (predomínio de delírios e alucinações)
desorganizada ou hebefrênica (predomínio de alterações da afetividade e desorganização do pensamento)
catatônico (alterações da motricidade)
simples (diminuição da vontade e afetividade, empobrecimento do pensamento, isolamento social)
residual (estágio crônico da doença com muita deterioração e pouca sintomatologia produtiva).
Como se trata?
As medicações antipsicóticas ou neurolépticos são o tratamento de escolha para a esquizofrenia. Elas atuam diminuindo os sintomas (alucinações e delírios), procurando restabelecer o contato do paciente com a realidade; entretanto, não restabelecem completamente o paciente. As medicações antipsicóticas controlam as crises e ajudam a evitar uma evolução mais desfavorável da doença. Em geral, as drogas antipsicóticas apresentam efeitos colaterais que podem ser bem controlados.
Em crises especialmente graves, ou em que não houve resposta às medicações, pode-se fazer uso da eletroconvulsoterapia (ECT) antigamente chamado de eletro-choque. Esse método é bastante seguro e eficaz para melhora dos sintomas, sendo realizado com anestesia. Uma outra possibilidade é usar antipsicóticos mais modernos chamados de atípicos ou de última geração. As abordagens psico-sociais, como acompanhamento psicoterápico, terapia ocupacional e familiar são também muito importantes para diminuir as recaídas e promover o ajustamento social dos portadores da doença.
OUTROS TRANSTORNOS PSICÓTICOS
Transtorno Esquizofreniforme
Os pacientes com Transtorno Esquizofreniforme apresentam um quadro clínico muito parecido com a Esquizofrenia. A diferença deve-se ao tempo limitado em que os sintomas persistem. Ou seja, os sintomas devem estar presentes por mais de um mês, porém os pacientes não devem ultrapassar seis meses com o quadro.
A remissão (melhora) deve ocorrer durante esse período, sendo que quanto mais curto for o episódio, melhor é o prognóstico. Prejuízo social ou ocupacional em função de seus sintomas podem estar presentes ou não. Pacientes que persistirem com os sintomas psicóticos por um período superior a seis meses podem receber o diagnóstico de Esquizofrenia.
O tratamento é similar ao da Esquizofrenia, geralmente necessitando de hospitalização para a realização de diagnóstico e tratamento mais adequados.
Transtorno Esquizoafetivo
Essa doença tem características tanto da Esquizofrenia quanto dos Transtornos de Humor. Em outras palavras, os pacientes que apresentam essa doença têm sintomas de esquizofrenia, "misturados" com sintomas de doença afetiva bipolar (antigamente conhecida como psicose maníaco-depressiva) ou de depressão. Esses sintomas podem apresentar-se juntos ou de maneira alternada.
Ocorre também na adolescência ou início da idade adulta e costuma ter uma evolução mais benigna que a Esquizofrenia e pior que o Transtorno de Humor.
O tratamento consiste em internação hospitalar, medicação e intervenções psico-sociais. As principais medicações escolhidas para o tratamento do Transtorno Esquizoafetivo são as mesmas utilizadas no tratamento da Depressão e da Doença Bipolar, assim como antipsicóticos.
Transtorno Delirante
Delírio é um tipo de pensamento no qual o indivíduo tem uma crença inabalável em idéias falsas, irracionais ou sem lógica. E esse é o principal sintoma apresentado pelos pacientes com Transtorno Delirante.
Para que o paciente receba esse diagnóstico, os delírios devem estar presentes por um período maior que um mês. Diferem da Esquizofrenia por esses pacientes não serem tão gravemente comprometidos em seu comportamento e linguagem. Os pacientes podem apresentar alucinações, mais comumente relacionadas ao tato e ao olfato (cheiros). O Transtorno Delirante antigamente recebia o nome de Paranóia, associando o nome da doença aos delírios persecutórios. Porém, hoje sabe-se que esses pacientes podem apresentar outros tipos de conteúdo delirante, dividindo o diagnóstico em diferentes subtipos: 
 
Tipo erotomaníaco:
Delírio cujo tema central é que uma pessoa está apaixonada pelo paciente. Esse delírio geralmente refere-se mais a um amor romântico idealizado ou uma união espiritual do que propriamente uma atração sexual.
Tipo grandioso:
Delírios de possuir uma grande talento, conhecimento ou ter feito uma importante descoberta ainda que isso não seja reconhecido pelas demais pessoas. Pode tomar a forma também da convicção de ser amigo de um presidente ou ser portador de uma mensagem divina.
Tipo ciumento:
Delírios de que está sendo traído pelo cônjuge.
Tipo persecutório:
Delírios de que está sendo alvo de algum prejuízo.
Tipo somático:
Delírios de que possui alguma doença ou deficiência física.
Tipo misto:
Delírios acima citados misturados.
Tipo inespecífico:
Delírios diferentes dos descritos acima.
De maneira geral o tratamento é realizado em consultório. Internação hospitalar pode ser necessária em situações em que há presença de riscos (agressão, suicídio, exposição moral). O tratamento é feito com medicação antipsicótica e psicoterapia.
Transtorno Psicótico Breve
O Transtorno Psicótico Breve pode ter um quadro clínico muito parecido com a Esquizofrenia ou com o Transtorno Esquizofreniforme, apresentando delírios, alucinações, linguagem ou comportamento desorganizado ou com o Transtorno Delirante. Entretanto esses sintomas deverão estar presentes por um curto espaço de tempo e persistir no mínimo por um dia, e no máximo por 1 mês, melhorando completamente dentro desse período sem deixar sintomas residuais.
Geralmente encontramos situações estressantes que precipitam o quadro.
O tratamento deve ser com medicações antipsicóticas, eventualmente necessitando internação hospitalar. A evolução desses quadros costuma ser benigna com total remissão dos sintomas.
Transtorno Psicótico Compartilhado (Folie à Deux, Codependência)
Trata-se de uma situação rara na qual uma pessoa começa a apresentar sintomas psicóticos (delírios), a partir da convivência próxima com um doente psicótico.
Geralmente ocorre dentro de uma mesma família, entre cônjuges, pais e filhos ou entre irmãos. O tratamento consiste em separar as duas pessoas. Se houver persistência dos sintomas, pode ser necessário usar medicação antipsicótica. Psicoterapia e terapia familiar também ajudam no tratamento e prevenção.Colaboradoras