terça-feira, 29 de novembro de 2011

Perdão





Se você tem um inimigo, fica mais barato perdoá-lo. Faça isso por você. Caso contrário(...)O inimigo dormirá com você e perturbará seu sono. 

(Augusto Cury) 

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Institucional 10ª CSM

Como Secretária da Junta de Serviço Militar de Nova Esperança do Sul, estive, juntamente com a colega Caroline Pacheco, participando nos dias 21 e 22 de novembro 2011(ontem e hoje), na cidade de Santo Ângelo, do Simpósio para Secretários de Juntas Militares.
O Simpósio é anual, tem como finalidade atualizar informações e sanar dúvidas, preparando-nos assim, para o alistamento, no período de 1º de janeiro a 30 de maio.
Esse vídeo da instituição, mostra um pouco do Serviço Militar Brasileiro.
Vale a pena assistir!

domingo, 20 de novembro de 2011

Greve dos professores Estaduais


Greve inoportuna
Os deputados fizeram uma apelo para que os professores reflitam sobre as ações do governo Tarso antes de responder positivamente à proposta do Cpers-Sindicato de deflagrar uma greve no final do semestre. “O conjunto de medidas adotadas pelo governo representa uma política clara de defesa da educação e do magistério. Por isso, este governo merece um crédito do magistério”, afirmou a líder do governo na Assembleia Legislativa, Miriam Marroni (PT).
No documento distribuído à imprensa, os deputados listaram as reivindicações da categoria já atendidas pelo governo. Entre elas, a liberação de dirigentes sindicais, pagamento de dias parados em 2008 e 2009 em função de greves, inclusão de funcionários no Plano de Carreira, retomada das promoções atrasadas desde 2002 e realização de concurso público.
Conforme a líder do governo, uma greve agora é inoportuna e irá prejudicar, especialmente, a sociedade. “É lamentável que o Cpers tenha rompido as negociações e esteja ignorando os avanços obtidos nestes primeiros meses de administração”, salientou.
Fonte :http://www.ptrs.org.br
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Para começo de conversa, quero deixar claro que não sou partidária, tenho minhas próprias ideologias e voto sempre na pessoa do candidato, medindo seus feitos pela comunidade até a sua candidatura, mas neste caso da greve dos professores, percebe-se que, em menos de um ano, muitas conquistas foram realizadas: "a liberação de dirigentes sindicais, pagamento de dias parados em 2008 e 2009 em função de greves, inclusão de funcionários no Plano de Carreira, retomada das promoções atrasadas desde 2002 e realização de concurso público."
Como sou funcionária pública e sei a dificuldade de se colocar as metas e objetivos em prática, acho essa greve um absurdo, uma total falta de respeito para com os alunos e familiares. O vestibular vem aí, e quem passar como vai fazer sua matrícula se não tiver o diploma de conclusão do ensino médio em mãos?
Essa lenga lenga dos professores vem de anos e muuuuuiiiiiitttttoooossss anos. Desde que me lembro, foi assim. Então, porque não fazem a greve no início das aulas? Haveria tempo de negociações e recuperação das aulas.
Concordo que todos tem o direito de reivindicar seus direitos, porém temos que entender o velho ditado : meu direito termina onde começa o direito do outro.
Acho o cúmulo os professores  prejudicarem dessa forma, a sociedade que paga seus ditos "minguados" salários. Façam greve, se quiserem, mas sem prepotência de pensar apenas em si próprios. O EGOÍSMO é o que mais prejudica o ser humano. E nada melhor para educar uma pessoa, do que o próprio exemplo! Isso é exemplo?
FAÇAM GREVE SIM, SE NECESSÁRIO FOR, MAS SEM PREJUDICAR NINGUÉM!

SEJA SIMPLESMENTE VOCÊ

Uma boa semana a todos e, que possamos renascer a cada novo dia, sempre evoluindo, conforme a linda mensagem que aqui compartilho com todos.

Diabetes



Diabetes Mellitus é uma disfunção causada pela deficiência total ou parcial de produção de insulina, hormônio produzido pelo pâncreas. Como conseqüência a glicose não é aproveitada adequadamente pelas células provocando sua elevação no sangue, ultrapassando as taxas normais ( 70 a 110 mg/dl ). Para entender melhor o Diabetes, é preciso conhecer a função da glicose e da insulina em nosso organismo. A glicose é quem gera energia para nosso organismo funcionar, mas isso só ocorre se houver insulina. Portanto a função da insulina é garantir a entrada de glicose nas células para a produção de energia.. Quando nos alimentamos, ingerimos vitaminas, proteínas, sais minerais e glicose ( açúcar ). Essa glicose é absorvida no intestino, entra na corrente sanguinea e com a ajuda da insulina, penetra nas células para produzir energia e assim garantir o funcionamento do organismo. Existem algumas formas ou tipos de Diabetes, sendo os mais conhecidos os do tipo 1 e do tipo 2, no entanto existem ainda outros tipos como o gestacional , o provocado pelo uso de alguns medicamentos ou provocados por doenças do pâncreas ( tumores, etc )

   O Diabetes quando não diagnosticado ou se diagnosticado e não tratado adequadamente, passa a ser um grave problema de saúde pública devido as suas complicações.


Tipos:


Tipo 1

É o tipo de diabetes onde ocorre destruição das células do pâncreas que produzem insulina.Seu aparecimento se dá de forma abrupta em crianças, adolescentes e adultos jovens. O inicio dos sintomas é súbito e sua evolução clinica é rápida, podendo levar ao coma hiperglicêmico em poucos dias. É o chamado diabetes insulino-dependente, pois requer o uso de insulina no seu tratamento. Representa aproximadamente 10% do total de quem têm diabetes.
Tipo 2

É o tipo de diabetes mais comum. Neste o pâncreas diminui a produção de insulina e/ou a insulina produzida não é bem usada pelo organismo. Ocorre geralmente em adultos após os 35 anos de idade.O inicio dos sintomas é lento e podem passar despercebidos por longos períodos, dificultando seu diagnóstico e o tratamento. È o chamado diabetes insulino-não-dependente, na sua maioria tratado com comprimidos, embora possa também as vezes ser tratado com insulina. Representa 90% das pessoas que têm diabetes.


Diabetes Gestacional : geralmente surge em mulheres grávidas que não eram diabéticas, onde ocorreu alteração da tolerância a glicose em graus diversos diagnosticado durante a gestação. Geralmente, desaparece quando esta termina. Futuramente elas podem vir a desenvolver o Diabetes tipo 2.

Outros tipos :
 específicos de diabetes podem vir a ocorrer, mas
constituem situações raras de ocorrer e são causadas por:
   Defeitos genéticos funcionais das células Beta e na ação da insulina;
  Doenças do Pâncreas;
  Endocrinopatias;
  Induzidos por fármacos e agentes químicos;
  Infecções;
  Formas incomuns de diabetes imuno-mediado;
  Outras síndromes genéticas associadas ao diabetes.


O diagnóstico do Diabetes inicialmente è feito através dos sintomas descritos pelo paciente ao médico, depois pelo exame clinico e por fim são feitos exames laboratoriais para confirmação do diagnóstico. Quando já se possui histórico de diabetes na família se faz alguns exames de forma rotineira como meio de prevenir o aparecimento do diabetes.

Os exames sugeridos são :

 glicemia de jejum : 

Inicialmente, o primeiro exame realizado para verificar se um indivíduo é portador de diabetes, ou possui tendência a se tornar, é a glicemia de jejum.
Os valores considerados normais, após jejum de oito horas, são de 70 a 99 mg/dl. Valores acima de 126 mg/dl indicam uma suspeita de diabetes, exigindo a realização de exames mais específicos, dentre os quais a Curva Glicêmica ( teste de tolerância a glicose ). No entanto, valores 20 % acima de 126 mg/dl são suficientes para se afirmar que o individuo está diabético, dispensando a realização de qualquer outro exame.
 glicemia pós-prandial 

O método mais simples e cômodo para avaliar se o individuo está diabético, principalmente do tipo 2, é dosar a glicemia 1, 2, 3 horas após uma refeição rica em carboidratos. Em pessoas normais a glicemia não deve ser superior a 160 mg/dl,, 120 mg/dl, 100 mg/ dl em 1,2, 3 horas respectivamente.

 curva glicêmica :

Este exame consiste em, após uma coleta de sangue em jejum, administra-se glicose por via oral ou glucagon de maneira subcutânea e repete a coleta de sangue 1, 2, 3 horas após, os resultados deste teste dependem do método de analise, mas continua sendo o melhor meio de diagnóstico do diabetes. Valores em jejum acima de 130 mg/dl e após 2 horas acima de 200 mg/dl confirmam o diagnóstico de diabetes mellitus.


Fonte:http://www.portaldiabetes.com.br

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Diabetes

Sou Diabética e há 13 anos faço uso de medicação contínua.
Uso medicamento via oral, não uso insulina.
Faço parte do grupo de portadores de Diabetes Tipo 2.
A partir de hoje passarei a fazer postagens sobre o problema, não gosto de chama-lá de doença, o psicológico fica mais abalado.
Sim, porque conviver com o Diabetes não é algo fácil. Todo mundo pensa que basta parar de comer doces e está resolvido, longe disso!
Além dos doces, massas, pães, batatas, enfim, todos os Carboidratos, amidos e gorduras se transformam em glicose em nosso organismo. Glicose de rápida absorção, o que eleva rapidamente a taxa da mesma.
Temos que comer tudo sob medida e para causar menos danos ao organismo, devemos preferencialmente, consumir tudo o que for integral (pão, massa, arroz, bolo,etc).
O Diabetes pode ser controlado e assim evitar-se maiores prejuízos ao organismo, mas para isso, é necessário antes de tudo, MUITA DISCIPLINA.
Disciplina para atentarmos à quantidade de tudo o que formos comer. Doces, somente diet!
Disciplina para nos alimentarmos no máximo, a cada 3 horas, para evitar quedas de glicose no organismo.
Disciplina para manter atividades físicas diárias, o sedentarismo é extremamente prejudicial.
Disciplina para perdermos peso, a obesidade contribui para o desencadear e o aumento da taxa de glicose.
Disciplina para tomarmos os medicamentos nos horários corretos, isso é vital.
Disciplina para mantermos rotinas médicas, como baterias de exames regularmente.
Disciplina...Disciplina e Disciplina...
O pior de tudo é que mais da metade das pessoas diabéticas, não sabem que são.
E o restante, poucos levam a sério!
Aos poucos vou abordando o tema, pois ele é muito abrangente, perigoso e silencioso.

Doação de Medula Óssea

Louvável a atitude dos diretores do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Santiago, ao se enganjarem nos trabalhos de campanha para doação de medula óssea.
Parabéns pelo trabalho.
Fazendo minha pequena contribuição, divulgo aqui o cartaz da campanha, o qual foi retirado do blog
http://sindicatoservidores.blogspot.com/


segunda-feira, 14 de novembro de 2011

14 de Novembro - Dia Mundial do Diabetes


O Dia Mundial do Diabetes foi criado em 1991 pela International Diabetes Federation (IDF) em parceria com a Organização Mundial da Saúde (OMS), em resposta ao aumento do interesse em torno do diabetes no mundo.
Quando e Por Quê?
 Celebrado em 14 de novembro, e visto como a maior iniciativa mundial em torno do diabetes, a data foi escolhida devido ao nascimento do cientista canadense Frederick Bantin que, em parceria com Charles Best, foi responsável pela descoberta da insulina, em outubro de 1921. Dois anos mais tarde, Banting recebia o Prêmio Nobel de Medicina por esta descoberta e pela aplicação da insulina no tratamento das pessoas com diabetes.
Essa campanha global de conscientização, que a cada ano aborda um tema diferente, é compartilhada por cerca de 190 associações de diabetes de mais de 150 países. É uma iniciativa que reúne líderes de opinião, profissionais da saúde, pessoas com diabetes e o público em geral. No Brasil, a Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD) destaca-se entre as entidades, mobilizando-se de forma muito ativa nos últimos anos.
Para maiores informações sobre essa doença silenciosa, acesse o site acima!

Deus te Sustentará

"Se alguém cria meios de fazer-te chorar e procuras sorrir, em auxílio aos outros que necessitam de ti, Deus te revestirá de forças novas, a fim de que a paz esteja contigo..."
Se alguém te engana e perdoas a esse alguém, sem pedir contas, Deus te fortalecerá na jornada para a frente...
Se alguém cria meios de fazer-te chorar e procuras sorrir, em auxílio aos outros que necessitam de ti, Deus te revestirá de forças novas, a fim de que a paz esteja contigo.
Se alguém se te atravessa no caminho, apropriando-se de vantagens que talvez viessem a pertencer-te e sabes olvidar aborrecimentos e prejuízos em favor do contentamento alheio, Deus te guiará para conquistas mais valiosas.
Se alguém te censura, injustamente, e consegues esquecer azedumes e agravos, Deus te garantirá com energias novas para que prossigas em serviço, dissipando a sombra em que te buscam envolver.
Se alguém duvida de tua sinceridade e continuas servindo por amor a todos aqueles que confiam em ti, Deus te fará justiça no momento oportuno.
Se alguém te subtrai a estima e a presença daqueles que mais amas e aceitas a prova, compreendendo que os entes queridos podem ser felizes sem o teu devotamento. Deus te anestesiará o coração, a fim de que continues caminhando no rumo de alegrias maiores e mais belas do que quantas já conheceste.
À frente de quaisquer forças negativas, pensa no bem, desculpa e esquece, empenhando-te a construir e reconstruir em favor do melhor...
Ama compreendendo, para que possas realmente servir.
Em qualquer circunstância, recorda que Deus não nos abandona.
A cada novo dia, entrega-te a Deus e Deus te sustentará.
(Do livro "Tempo de Luz", Emmanuel, Francisco C. Xavier)

domingo, 13 de novembro de 2011

Adeus Chicão







"O que você deixa para trás não é o que é gravado em monumentos de pedra, mas o que é tecido nas vidas de outros."
 (Péricles)


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Com absoluta certeza, Chicão teceu muitas alegrias na vida de outros.
Santiago e região sentem-se órfãs, choram uma dor muito profunda por uma perda irreparável.
Mas com certeza, Chicão não morreu e nunca morrerá, pois quem permanece vivo nos corações, não morre, se despede com um até breve!
Até breve... muita paz e luz em sua nova morada...

Mais uma pessoa querida que parte

                                              Imagem extraída do blog do Rafael Nemitz

É com tristeza que agora escrevo sobre a partida de  mais uma pessoa querida em nosso meio, devido a um acidente de trânsito.
Nos blogs da região é só o que se lê, não por menos, ele fez por merecer!
Uma trajetória política limpa, nunca ouvimos ou lemos algo que pudesse sujar a imagem política do Chicão.
Político honesto, homem humilde, vivia no meio do povo, não tinha tempo feio e nem cara feia, tudo para ele estava bem e por todas essas qualidades é que se tornou popular e amado na região e agora conquistava o mesmo espaço no Estado do Rio Grande do Sul, como Deputado Estadual.
Em suas gestões como Prefeito, muitos projetos foram concretizados e marcaram a vida de muitos Santiaguenses, para não dizer de todos!
Por sua conduta ilibada, sua humildade e carinho a todos, sem distinção de partido político, raça, credo ou condição social é que podemos ACREDITAR que é possível fazer POLÍTICA e não politicagem. Que embora a classe política esteja desmoralizada, Chicão é a prova de que há políticos honestos.
Que nossos políticos consigam refletir um pouquinho  e tomá-lo como exemplo de luta!
Vai em paz!

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Seja Você




Preocupe-se mais com a sua consciência do que com sua reputação. Porqe sua consciência é o que você é, e a sua reputação é o que os outros pensam de você. E o que os outros pensam, é problema deles.
desconhecido

Uma excelente aula de como devemos tratar nossos semelhantes




ENTREVISTA EMOCIONANTE - PSICÓLOGO GARI
 'A moral e os costumes que dão cor à vida, têm muito maior importância do que as leis, que são apenas umas das suas manifestações. A lei toca-nos por certos pontos, mas os costumes cercam-nos por todos os lados, e enchem a sociedade com o ar que respiramos.'· Toda ação repetida gera hábito.· O hábito muda o caráter.O caráter muda a existência. 'Fingi ser gari por 8 anos e vivi como um ser invisível'.
Psicólogo varreu as ruas da USP para concluir sua tese de mestrado da 'invisibilidade pública'. Ele comprovou que, em geral, as pessoas enxergam apenas a função social do outro. Quem não está bem posicionado sob esse critério, vira mera sombra social  (Plinio Delphino, Diário de São Paulo).
O psicólogo social Fernando Braga da Costa vestiu uniforme e trabalhou oito anos como gari, varrendo ruas da Universidade de São Paulo. Ali, constatou que, ao olhar da maioria, os trabalhadores braçais são 'seres invisíveis, sem nome'. Em sua tese de mestrado, pela USP, conseguiu comprovar a existência da 'invisibilidade pública', ou seja, uma percepção humana totalmente prejudicada e condicionada à divisão social do trabalho, onde enxerga-se somente a função e não a pessoa. Braga trabalhava apenas meio período como gari, não recebia o salário de R$ 400 como os colegas de vassoura, mas garante que teve a maior lição de sua vida: 'Descobri que um simples bom dia, que nunca recebi como gari, pode significar um sopro de vida, um sinal da própria existência', explica o pesquisador.
O psicólogo sentiu na pele o que é ser tratado como um objeto e não como um ser humano. 'Professores que me abraçavam nos corredores da USP passavam por mim, não me reconheciam por causa do uniforme. Às vezes, esbarravam no meu ombro e, sem ao menos pedir desculpas, seguiam me ignorando, como se tivessem encostado em um poste, ou em um orelhão', diz.
Apesar do castigo do sol forte, do trabalho pesado e das humilhações diárias, segundo o psicólogo, são acolhedores com quem os enxerga. E encontram no silêncio a defesa contra quem os ignora.
Diário - Como é que você teve essa idéia?
Fernando Braga da Costa - Meu orientador desde a graduação, o professor José Moura Gonçalves Filho, sugeriu aos alunos, como uma das provas de avaliação, que a gente se engajasse numa tarefa proletária. Uma forma de atividade profissional que não exigisse qualificação técnica nem acadêmica. Então, basicamente, profissões das classes pobres.
Diário - Com que objetivo?
Fernando Braga da Costa - A função do meu mestrado era compreender e analisar a condição de trabalho deles (os garis), e a maneira como eles estão inseridos na cena pública. Ou seja, estudar a condição moral e psicológica a qual eles estão sujeitos dentro da sociedade. Outro nível de investigação, que vai ser priorizado agora no doutorado, é analisar e verificar as barreiras e as aberturas que se operam no encontro do psicólogo social com os garis. Que barreiras são essas, que aberturas são essas, e como se dá a aproximação?
Diário - Quando você começou a trabalhar, os garis notaram que se tratava de um estudante fazendo pesquisa?
Fernando Braga da Costa - Eu vesti um uniforme que era todo vermelho, boné, camisa e tal. Chegando lá eu tinha a expectativa de me apresentar como novo funcionário, recém-contratado pela USP pra varrer rua com eles. Mas os garis sacaram logo, entretanto nada me disseram. Existe uma coisa típica dos garis: são pessoas vindas do Nordeste, negros
ou mulatos em geral. Eu sou branquelo, mas isso talvez não seja o diferencial, porque muitos garis ali são brancos também. Você tem uma série de fatores que são ainda mais determinantes, como a maneira de falarmos, o modo de a gente olhar ou de posicionar o nosso corpo, a maneira como gesticulamos. Os garis conseguem definir essas diferenças com algumas frases que são simplesmente formidáveis.
Diário - Dê um exemplo.
Fernando Braga da Costa - Nós estávamos varrendo e, em determinado momento, comecei a papear com um dos garis. De repente, ele viu um sujeito de 35 ou 40 anos de idade, subindo a rua a pé, muito bem arrumado com uma pastinha de couro na mão. O sujeito passou pela gente e não nos cumprimentou, o que é comum nessas situações. O gari, sem se referir claramente ao homem que acabara de passar, virou-se pra mim e começou a falar: 'É Fernando, quando o sujeito vem andando você logo sabe se o cabra é do dinheiro ou não. Porque peão anda macio, quase não faz  barulho. Já o pessoal da outra classe você só ouve o toc-toc dos passos. E quando a gente está esperando o trem logo percebe também: o peão fica todo encolhidinho olhando pra baixo. Eles não. Ficam com olhar só por cima de toda a peãozada, segurando a pastinha na mão'.
Diário - Quanto tempo depois eles falaram sobre essa percepção de que você era diferente?
Fernando Braga da Costa - Isso não precisou nem ser comentado, porque os fatos no primeiro dia de trabalho já deixaram muito claro que eles sabiam que eu não era um gari. Fui tratado de uma forma completamente diferente. Os garis são carregados na caçamba da caminhonete junto com as ferramentas. É como se eles fossem ferramentas também. Eles não deixaram eu viajar na caçamba, quiseram que eu fosse na cabine. Tive de insistir muito para poder viajar com eles na caçamba. Chegando no lugar de trabalho, continuaram me tratando diferente. As vassouras eram todas muito velhas. A única vassoura nova já estava reservada para mim. Não me deixaram usar a pá e a enxada, porque era um serviço mais pesado. Eles fizeram questão de que eu trabalhasse só com a vassoura e, mesmo assim, num lugar mais limpinho, e isso tudo foi dando a dimensão de que os garis sabiam que eu não tinha a mesma origem socioeconômica deles.
Diário - Quer dizer que eles se diminuíram com a sua presença?
Fernando Braga da Costa - Não foi uma questão de se menosprezar, mas sim de me proteger.
Diário - Eles testaram você?
Fernando Braga da Costa - No primeiro dia de trabalho paramos pro café. Eles colocaram uma garrafa térmica sobre uma plataforma de concreto. Só que não tinha caneca. Havia um clima estranho no ar, eu era um sujeito vindo de outra classe, varrendo rua com eles. Os garis mal conversavam comigo, alguns se aproximavam para ensinar o serviço. Um deles foi até o latão de lixo pegou duas latinhas de refrigerante cortou as latinhas pela metade e serviu o café ali, na latinha suja e grudenta. E como a gente estava num grupo grande, esperei que eles se servissem primeiro. Eu nunca apreciei o sabor do café. Mas, intuitivamente, senti que deveria tomá-lo, e claro, não livre de sensações ruins. Afinal, o cara tirou as latinhas de refrigerante de dentro de uma lixeira, que tem sujeira, tem formiga, tem barata, tem de tudo. No momento em que empunhei a caneca improvisada, parece que todo mundo parou para assistir à cena, como se perguntasse: 'E aí, o jovem rico vai se sujeitar a beber nessa caneca?' E eu bebi. Imediatamente a ansiedade parece que evaporou. Eles passaram a conversar comigo, a contar piada, brincar.
Diário - O que você sentiu na pele, trabalhando como gari?
Fernando Braga da Costa - Uma vez, um dos garis me convidou pra almoçar na bandejão central. Aí eu entrei no Instituto de Psicologia para pegar dinheiro, passei pelo andar térreo, subi escada, passei pelo segundo andar, passei na biblioteca, descia escada, passei em frente ao centro acadêmico, passei em frente a lanchonete, tinha muita gente conhecida. Eu fiz todo esse trajeto e ninguém em absoluto me viu. Eu tive uma sensação muito ruim. O meu corpo tremia como se eu não o dominasse, uma angustia, e a tampa da cabeça era como se ardesse, como se eu tivesse sido sugado. Fui almoçar, não senti o gosto da comida e voltei para o trabalho atordoado.
Diário - E depois de oito anos trabalhando como gari? Isso mudou?
Fernando Braga da Costa - Fui me habituando a isso, assim como eles vão se habituando também a situações pouco saudáveis. Então, quando eu via um professor se aproximando- professor meu - até parava de varrer, porque ele ia passar por mim, podia trocar uma idéia, mas o pessoal passava como se tivesse passando por um poste, uma árvore, um orelhão.
Diário - E quando você volta para casa, para seu mundo real?
Fernando Braga da Costa - Eu choro. É muito triste, porque, a partir do instante em que você está inserido nessa condição psicossocial, não se esquece jamais. Acredito que essa experiência me deixou curado da minha doença burguesa. Esses homens hoje são meus amigos. Conheço a família deles, freqüento a casa deles nas periferias. Mudei. Nunca deixo de cumprimentar um trabalhador. Faço questão de o trabalhador saber que eu sei que ele existe. Eles são tratados pior do que um animal doméstico, que sempre é chamado pelo nome. São tratados como se fossem uma 'COISA'.

 Entrevista Realizada Plinio Delphino, do  Diário de São Paulo e Postado por Nanda Simplício em: