segunda-feira, 31 de outubro de 2011

A dor de uma despedida



Despedidas sempre doem.
Despedidas de um até breve, de separações, de desencarnações, enfim...despedidas!
Acredito que ainda somos muito materialistas e por isso,  não aceitamos estar longe de pessoas que queremos bem, que amamos, sejam lá quem forem os seres queridos e amados.
São filhos que vão para outras cidades, pais que ficam;
Namorados/maridos que se despedem para trabalhar;
Amigos que vão embora em busca de melhores oportunidades;
Colegas que vão atrás de seus sonhos e tomam rumos diferentes;
Um relacionamento que acaba;
Outros, desencarnam e ficamos a chorar.
Na despedida sempre fica além da saudade, a incerteza do reencontro.
E isso dói, machuca, faz os seres sofrerem. Uma dor que as vezes nem conseguimos explicar.
Mas também, pra que explicar sentimentos? Eles são para serem sentidos e vividos e não explicados.
Choramos a morte de nossos animais de estimação, que em muitas vezes são nossos amigos mais verdadeiros.
Animais sofrem a ausência de seus donos, chegando muitas vezes até a desencarnarem deprimidos por essa ausência.
A tecnologia de que hoje dispomos, facilita tudo, nada fica "longe". Mas nós continuamos a querer abraçar, sentir, ver e tocar nossos entes queridos.
Para mim, tecnologia nenhuma supera o poder do toque, do abraço, do olho no olho... apenas ameniza a dor da ausência, mas não substitui a presença do ser.
Enfim, poderemos trocar as despedidas, por um até breve... ao menos, quem sabe a dor seja menor.
Até breve...
Uma boa semana a todos!

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