terça-feira, 23 de novembro de 2010

Pesquisa aponta que a obesidade interfere no sucesso profissional e amoroso

Maioria dos homens não se casaria com parceiras acima do peso

Além dos problemas de saúde enfrentados pelas pessoas que sofrem de obesidade ou estão bem acima do peso ideal, a vida profissional e amorosa também pode ser prejudicada pelos quilos a mais. A conclusão é de uma pesquisa do Hospital do Coração em São Paulo, divulgada este mês. Dos entrevistados, 81% afirma que a obesidade interfere na ascensão profissional e 78% acreditam que o excesso de peso dificulta o relacionamento conjugal.
Os dados preocupam principalmente porque, no Brasil, segundo dados do IBGE, 49% da população está acima do peso. De acordo com o coordenador da pesquisa, o médico Daniel Magnoni, um dos fatores que mais chamam atenção na pesquisa é opinião dos entrevistados sobre o casamento com um obeso.
Entre os entrevistados do sexo masculino, 54% afirmou não ter interesse em construir uma relação matrimonial com pessoas acima do peso. Para o sexo feminino essa conclusão é um pouco menor (em torno de 46%). No que diz respeito às classes sociais, 66% dos entrevistados que pertencem à classe A não assumiriam a união, contra 44% da classe B e 51% da classe C.
Com relação ao trabalho, a obesidade se mostrou menos impeditiva entre as pessoas consideradas da classe A — apenas 60% acredita que o excesso de peso prejudica o desempenho profissional. Entre os entrevistados da classe C, 83% acredita que a obesidade atrapalha na hora de conseguir um emprego ou ascender na profissão.
— Esses dados representam diversos fatores comportamentais da sociedade atual, o que mostra que muitos obesos ainda sofrem preconceito no mercado de trabalho, em relações amorosas, no transporte público, entre outros — afirma Magnoni.
A mobilidade e a locomoção também são um problema para as pessoas que estão acima do peso.
— Hoje, poucos lugares públicos e até privados oferecem locais apropriados para atender as pessoas obesas, disponibilizando poltronas especiais, produtos e serviços diferenciados. No que diz respeito ao transporte público, 77% dos participantes da pesquisa constataram dificuldades — explica o coordenador da pesquisa.
O estudo foi realizado pelo HCor, em parceria com o Instituto de Metabolismo e Nutrição (IMeN), nas cidades de São Paulo e Rio de Janeiro com 600 pessoas — 300 do sexo feminino e 300 do sexo masculino — entre 18 e 60 anos.

#######
Impressionante, mas o preconceito é descarado, está entranhado no ser humano nas formas mais cruéis possíveis.
Não consigo entender porque o FISICO é o principal para a maioria das pessoas. Depois de mortos, alguém cheira diferente????? Com exceção dos cremados, claro!
Não que eu apoie a obesidade, pois ela não é legal, traz muitas vezes, problemas de saúde e dificuldades.
Mas convenhamos a pobreza esperitual e intelectual é muito mais dolorida! Pelo menos para mim, é!

Nenhum comentário:

Postar um comentário

SINTA-SE A VONTADE AO FAZER SEU COMENTÁRIO...