quarta-feira, 14 de julho de 2010

Violência Contra a Mulher

Nos últimos dias a mídia não fala de outros assuntos que não sejam: A Eleição 2010 e a violência contra a Mulher, na cobertura dos casos Bruno (goleiro do Flamengo) X Eliza e Mizael Bispo ( Advogado e ex-policial militar) X Mércia.
Ontem também assisti a reportagem da adolescente de 16 anos, que ao romper o namoro, o namorado não aceitou e colocou-a ajoelhada, implorando pela vida, e disparou em sua cabeça 6 tiros, seja, descarregou seu revólver. Incrivelmente, a adolescente sobreviveu, se fingiu de morta para sobreviver.Mais, ela falou que após os disparos, seu namorado pensando que ela estivesse morta, encheu-a de chutes pelo corpo.
Sabemos que a violência contra a mulher está presente desde tempos imemoriais. Os Hindus, através da prática "sati", que consisitia em incineração da viúva, ainda viva, após a morte do marido. Na Roma Antiga as mulheres eram respeitadas na condição de mãe da família, ao casarem estavam inteiramente sujeitas à autoridade do sogro. Na África fazem o uso da mutilação "cliteridectomia" (retirada do clitóris) e "infibulação" (sutura dos grandes lábios e vulva), assim a mulher perde a feminilidade e fica exposta à infecções urinárias.
O termo violência deriva do latim, violentia, é significa qualquer comportamento ou conjunto, que causa dano à outra pessoa.Nega-se autonomia, integridade física ou psicológica e mesmo a vida de outro, uso excessivo de força.
A violência doméstica é o abuso de poder, que pode ser exercido pelos pais ou responsáveis, pelas crianças e adolescentes ou ainda pelo cônjuge. Hoje abordo especificamente a violência exercida pelo cônjuge. Essa violência se constituiu de uma sucessão de atos, conscientes ou incosnsientes, que causam dano físico, moral ou social. A violência vivenciada nos lares é mais estressante do que a enfrentada fora de casa.
Acredito que essa violência, na maioria das vezes, é resultado da falta de diálogo, crise financeira e/ou conjugal ou incompreensão e do alcoolismo e drogas , os quais deixam os homens "valentões".
Vale lembrar mais uma vez, que as agressões não são apenas física (tapas, chutes, bofetadas, homicídio), mas também, e penso que até pior, são as agressões através de ofensas, intimidações,, chantagem, ameaças e atitudes covardes, na destruição de bens e documentos, relações sexuais forçadas, entre outras, que desrespeitam os direitos das mulheres.
Mesmo com a criação da Lei Maria da Penha ( Lei nº 11340 de 07 de agosto de 2006), nós mulheres, ainda sofremos muito preconceito, sendo tratadas como um ser menor, frágil, que tem o papel de procriação e o cuidado dos filhos. Os serviços da casa (faxina, lavar roupa, cozinhar), ainda são exercidos na grande maioria, por nós mulheres, mesmo que tenhamos trabalhado o dia todo fora.
E atenção, "os algozes" podem estar em qualquer classe social, credo religioso, raça ou etnia. E se esondem por detrás das mais variadas máscaras.São pessoas inseguras ou que já foram molestadas quando crianças e procuram se firmar usando a violência.
As mulheres precisam de CORAGEM e denunciar, e depois ter mais coragem ainda e não retirar a queixa.
A liberdade e a justiça, são bens que necessitam ser conquistados e mantidos. Devemos cultivar a vida! Quem pode dispor da liberdade e da vida de alguém? Ninguém!!!!!

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