sexta-feira, 2 de julho de 2010

O comodismo de cada dia

No Dicionário da Língua Portuguesa, do nosso ilustre Aurélio Buarque de Holanda Ferreira, o termo “comodismo” já foi definido como o sistema ou atitude que leva a atender, acima de tudo, à própria comodidade.
Esta semana, li com muita atenção um texto do Promotor de Justiça do Rio de Janeiro, Dr. Bruno Gaspar O. Corrêa sobre “O comodismo e o especial fim de agir do crime de prevaricação”
O objetivo do texto é demonstrar que o comodismo e o desleixo do funcionário público constituem, em qualquer situação, o especial fim de agir descrito no Artigo 319 do Código Penal Brasileiro, notadamente a satisfação de interesse pessoal. Ele refere também que um agente público deixa de praticar, indevidamente, ato de ofício, por comodismo, ou seja, para atender apenas ao seu bem-estar, sem dúvida nenhuma estará satisfazendo um interesse pessoal e, conseqüentemente, estará praticando a conduta tipificada no art. 319 do Código Penal.
Em seu texto final, o Promotor cita:” Considerando comodista aquele que visa somente a atender o próprio bem-estar, pode-se afirmar que os agentes públicos desidiosos, desleixados ou preguiçosos, agem satisfazendo um interesse pessoal de comodismo apto a caracterizar o crime de prevaricação”
Alegro-me em poder constatar que a atitude do comodismo vem sendo alvo judicial, pois me impressiona no dia a dia a acomodação das pessoas frente às realidades que lhe são apresentadas e ao conformismo para modificar, lutar ou conquistar algo melhor não só no sentido para o indivíduo, mas principalmente para a coletividade.
Estava numa fila de Banco num dia após o depósito dos salários (isto é lotadíssimo de gente) e ao lado do caixa eletrônico da minha fila, havia uma gestante de oito (8) meses tentando usufruir do caixa, porém cinco pessoas a minha frente não permitiram que a mesma se utilizasse do caixa. Não é possível estas pessoas serem tão ignorantes quanto ao conhecimento da Lei que dá o direito de toda a gestante ser atendida ou usufruir por primeiro qualquer serviço! Isso não é ignorância no sentindo de desconhecimento, mas é comodismo, é individualismo, é interesse próprio!E é esta sociedade que nossos filhos estão crescendo e se não estivermos atentos, nós como pais e adultos responsáveis consolidamos esta prática pelo nosso conformismo! Chegando a minha vez, chamei a gestante e lembrei a mesma de seus direitos, porém o medo de ser “xingada na fila”, privou de sua liberdade de chegar as pessoas e reivindicar a sua vez.
Quantos Idosos, gestantes e portadores de deficiência terão ainda que enfrentar as filas de supermercados, bancos e outros serviços, em função do nosso comodismo? Quantos filhos nossos crescerão acomodados dentro de casa, porque mamãe e papai fazem “tudo por eles”?Quantos políticos continuarão nos acomodando e nos convencendo que estão fazendo “favor” ao trazerem benefícios para a nossa comunidade religiosa, do bairro e da cidade? Quantas escolas continuarão acomodando os alunos a um conhecimento medíocre para uma cidadania passiva, conformista e improdutiva?E tantas outras questões que não podemos deixar de lado se de fato queremos construir uma sociedade próspera e com qualidade. Como você vem combatendo o seu comodismo?
Author:Celina Martins

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Se pararmos para analisar o nosso Conformismo poderemos nos surpreender. Lembremos, A Vida é um PRESENTE, temos que sair da zona de conforto e irmos à luta em busca de Nossos sonhos, nossos reais valores, para que no FUTURO não tenham apenas arrependimentos

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